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Food blog · Editorial · 2015–presente

Dez anos depois, ainda parece o primeiro dia

02 · Resumo
+10 anos online, sem reescritas
03 · A situação

A situação

Inés Carcacía cozinha com talento real. Fotografa bem. Escreve melhor. Em 2015 queria começar um blog de receitas, mas o panorama era — e continua sendo — um campo minado: milhares de blogs genéricos competindo pelas mesmas buscas, leitores que abandonam se a página demora dois segundos para carregar, e requisitos técnicos específicos do setor que a maioria ignora. Blogs de receitas têm necessidades que um WordPress padrão não cobre bem: rich snippets com foto e avaliação no Google, tempos de preparo estruturados, impressão limpa sem anúncios, ajuste de porções, listas de compras. Fazer um medíocre era fácil. Fazer um que aguentasse dez anos exigia outra conversa.

04 · A decisão

A decisão

A decisão foi não começar pelo design — começar pela pesquisa. Estudamos como os melhores blogs de receitas do mundo funcionavam tecnicamente: o que fazia o Google premiar uns sobre os outros, quais funcionalidades os leitores que voltavam realmente pediam, qual arquitetura sustentava o crescimento sem reescrita. A filosofia foi investir tempo no que não se vê — estrutura, schema, performance, banco de dados de receitas — e não em tendências estéticas que vencem em três anos. Elementor entrou como ferramenta de layout com controle real, combinado com plugins próprios para funcionalidades específicas do setor que não existiam no mercado ou existiam mal.

05 · A execução

A execução

SEO-first desde o primeiro dia: schema.org para receitas completo, rich snippets aparecendo no Google com foto, avaliação, tempo de preparo e calorias antes mesmo do leitor chegar ao site. Performance agressiva quando otimizar para mobile ainda não era o padrão — imagens otimizadas, carregamento em fases, tempo de resposta do servidor baixo.

Funcionalidades que os leitores usam de verdade: impressão limpa sem publicidade, ajuste automático de quantidades por número de porções, listas de ingredientes que podem ser marcadas enquanto se cozinha. Um buscador de receitas próprio — por termo, ingrediente, tipo de prato e cozinha do mundo — construído em plugins custom porque o que o mercado oferecia não cobria a especificidade que o catálogo da Inés precisava. E um sistema de assinatura por email proprietário, integrado desde o início, para enviar automaticamente as novas receitas aos assinantes sem depender de plataformas de terceiros que podem mudar suas condições ou preços.

Elementor como base visual com personalização profunda — não um tema de mercado, mas um sistema adaptado à forma como Inés trabalha e publica. Arquitetura que permite o catálogo crescer sem que a performance se degrade.

06 · O resultado

O resultado

O blog da Inés está online há mais de dez anos. Não houve reescritas totais — apenas dois redesigns cosméticos opcionais sobre a mesma base estrutural. Sobreviveu a várias mudanças de algoritmo do Google, à transição do desktop para o mobile como canal principal, e às atualizações dos Core Web Vitals sem intervenções de emergência.

Hoje soma mais de 20.000 seguidores entre Instagram e Facebook, com crescimento orgânico sustentado e posicionamento ativo em buscas de receitas. E quase 3.000 assinantes de email próprios — uma lista que ninguém pode tirar, que não depende do algoritmo de nenhuma rede social, e que recebe cada nova receita diretamente na caixa de entrada. Inés passou uma década cozinhando e escrevendo sem brigar com seu site. Esse era o objetivo.